AKS

won’t you come out to play? @lennworth

biggerthanchrist:

Já passava das duas horas da madrugada quando Lennon estava numa casa que parecia prestes a ceder a qualquer momento. Situava-se numa região afastada do centro urbano de Los Angeles, precisamente numa encosta das cadeias montanhosas que circulam a cidade. Estava mais para uma casa de campo, com os móveis rústicos e acabamentos de madeira, além de ser muito pequena para a quantidade pessoas que ali estavam, ao volume alto de uma batida eletrônica. Lennon nem mesmo sabia quem era o dono da casa e o que ele havia decidido comemorar com aquela festa, mas não hesitou em comparecer com um vizinho que o convidara a ir de última hora. Sem Paul ou muito menos George e Ringo, ele foi, num projeto de automóvel que Joe costumava dirigir por aí. No caminho, o carro morrera quatro vezes, mas pelo menos haviam chegado.

Nos primeiros trinta minutos, Joe sumiu, deixando John com um pessoal que fizera amizade em questão de minutos. Imaginando que o filho da puta havia arrumando alguma garota, Lennon não tinha outra opção a não ser ficar a vontade com os desconhecidos que ali estavam. E ele passou a beber, inicialmente de maneira moderada. Não queria que a bebida o despertasse, preferia que a causa da exaltação planejada fosse algo que tinha em seus bolsos. A festa estava sendo surpreendentemente ótima, rendera muitas risadas, um John Lennon tocando violão enquanto outras pessoas se arriscavam em cantar umas para as outras e é claro, muito uso de drogas ilícitas, cigarro e bebidas. Algumas das pessoas que John conheceu também tentavam ganhar a vida com música ou atuação – Los Angeles era basicamente composta por gente assim, então não havia nada demais nisso.

A música na varanda já não era tão alta, e seus ouvidos provavelmente agradeceram pela pausa. John caminhou até lá com o baseado em mãos, bolando-o atenciosamente enquanto dava passos lentos. Havia poucas pessoas ali fora: um círculo de três rapazes e um casal sentado no banco de madeira, que parecia estar tendo uma conversa séria. John deu a volta até os fundos da casa. Próximo a instalação construída para cortar lenha, havia um grande tronco de árvore que servia como a banco em frente de uma fogueira. Algumas pessoas estavam rindo e conversando do outro lado das chamas, enquanto uma ruiva estava sentada no tronco. John havia visto a garota na festa antes, que apesar de aparentar estar se divertindo, mantinha uma expressão acanhada no rosto cada vez que alguém fumava ou cheirava perto dela. Lennon tomou a liberdade de sentar ao lado dela, e sem dizer nada, acendeu o cigarro que acabara de bolar nas chamas da fogueira. Quando deu a primeira tragada, fechou os olhos e depois soltou a fumaça, liberando o cheiro da erva no ar. “Sua vez.” Estendeu o braço a frente da garota, oferecendo-lhe o cigarro. “Nunca fez isso antes, não é?” Se atreveu a perguntar, ainda que sua intuição lhe dissesse que sim. “É que nem o cigarro, só tente inspirar por mais tempo.”

Rita havia conseguido uma noite livro do bar, coisa extremamente rara ultimamente visto que metade das suas colegas passavam a vida inventando doenças de modo que Rita acabava cobrindo os turnos delas e perdendo a pouca vida social que havia conseguido nos seus vinte seis anos de vida. Nem tudo era ruim, afinal sempre conseguia mais algum dinheiro, mas isso nada lhe valia nas noites em que chegava a casa cansada demais para sequer pensar em fazer algo no dia seguinte ou nos dias em que podia ir a audições, mas acabava dormindo demais e se atrasando para essas mesmas audições. Rita não sabia como lidar com o fato de que o trabalho que seria apenas para pagar as contas estava tomando o seu tempo de um modo que a fazia perder cada vez mais seus sonho e seu grande objetivo ao ficar em LA.

Foi exatamente devido ao fato de que noites livres eram raras que Rita se prometeu ir sair naquela noite, esperando que houvesse alguma festa que ela pudesse entrar. Seus desejos foram concedidos assim que atendeu o seu celular apenas para falar um moço que costumava frequentar o bar e havia conseguido seu número após noites e noites de insistência, ele a informou de uma festa em casa de um amigo de longa data e a convidou para o acompanhar, mas Rita não conseguiu evitar hesitar antes de responder, afinal o moço não era a sua pessoa favorita e tinha quase a certeza que as pessoas com quem ele se dava seriam um pouco como ele. "Claro." ela finalmente disse e acenou quando ouviu a hora que ele passaria em casa dela para a pegar. Rita quase desistiu na hora que ele lhe informou que estaria lá em menos de duas horas, pois não achava que teria tempo para se arrumar em menos de duas horas, mas se manteve firme e concordou, depressa correndo para o seu quarto para escolher sua roupa e começar a se preparar para deixar seu apartamento.

Se encontrou no carro do homem vestindo um vestido vermelho, ganhando diversos elogios e olhares indiscretos do homem que a deixava um tanto quanto desconfortável, mas tentou ignorar tudo isso e se focar no fato de que provavelmente conseguiria perder seu acompanhante em algum momento da festa, assim se livrando do homem e do nó em seu estômago ao estar na presença dele. A pequena casa onde a festa tinha lugar era isso mesmo, pequena, pequena demais para todas as pessoas que se divertiam no seu interior, mas isso não incomodou Rita que vinha com toda a intenção de se divertir naquela noite. As bebidas e drogas não eram algo a se esconder naquele ambiente e ainda que Rita não tivesse qualquer problema com beber ela nunca havia consumido drogas, o que resultou nela se tentando esquivar de umas quantas pessoas. No entanto nem tudo era ruim, afinal havia se livrado do seu par assim que havia chegado e tinha uma bebida em sua mão, se permitindo assim relaxar e se sentar no tronco que estava lá. Estava sozinha olhando para o nada, mas não se sentia solitária, não naquela noite, naquela noite ela apenas se sentia feliz por estar rodeada de tanta gente que provavelmente tinha sonhos parecidos ao dela, se sentia feliz por estar longe do lugar que matava seu sonho mais e mais a cada noite. Acordou dos seus pensamentos ao ver um homem se sentando do lado dela. Ao ver o cigarro do homem lhe sendo oferecido ela hesitou, mas decidiu agarrar ele e ouvir o que o homem lhe dizia atentamente. “É.” ela disse e acenou levemente antes de fazer como o homem lhe tinha dito, não sendo difícil visto que a garota fumava com bastante frequência. "Rita." ela disse seu nome, meio que se apresentando de um jeito muito mais desajeitado que o habitual para a ruiva ”Qual seu nome?” ela finalmente perguntou ao lhe passar o cigarro de volta.



AKS

james-rebel-dean:

Tudo bem, baby, me chame do que quiser desde que me chame.

Mas o meu nome é James.

É claro que eu te chamarei, querido. 

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Meu nome é Rita.



AKS

laydylanlay:

Claro, só vamos marcar data e horário! 

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Eu realmente não esperava que você aceitasse… Bem, eu estou livre todas as noites após acabar meu turno lá no bar.

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AKS

james-rebel-dean:

Era uma metáfora, querida.

Ainda assim eu quero te chamar de masculinidade.

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AKS

james-rebel-dean:

É, afinal masculinidade é o meu nome do meio, é. Mentira, é Byron. Um poeta inglês bisexual que não tem nada a ver comigo.

É, eu acho que vou começar a te chamar de masculinidade.

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AKS

laydylanlay:

Tão bela assim! Eu posso concordar…

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Você vai acabar me deixando sem graça! Bob, eu realmente acho que a gente devia ir até ao meu apartamento praticar essa ideia de andar pelados. Afinal, se a gente concorda com a ideia a gente tem de praticar ela, né?

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AKS

james-rebel-dean:

Uma coisa não liga a outra, não é? Só porque eu não gosto de algumas mulheres não quer dizer que eu não goste de mulheres em geral.

É, acho que não. É, eu não sei o que me deu a ideia errada.

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AKS

t-t-t-twiggy:

Não fale para ninguém, mas me encontre durante a noite enquanto eu estiver segurando um copo não tão cheio, e quem sabe poderemos conversar. Não gosto de ninguém triste.

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Agora você me deixou entusiasmada, moça. Bem, então acho que será de seu agrado saber que não estou mais tão triste assim.

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AKS

james-rebel-dean:

Realmente não sei por que te passei essa imagem errada.

É, nem eu sei….Talvez tinha sido por você não parecer interessado em mim.

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AKS